07 de janeiro de 2022 às 09:32

O EFEITO BORBOLETA


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Existe uma longa metragem clássica "EFEITO BORBOLETA", com  Ashton Kutcher, que protagoniza um personagem, cujo dom é voltar no tempo, refazer suas decisões e com isso alterar o futuro em seu favor. É uma obra de ficção, todavia, o sonho de muitos para gerir seus negócios.

Na vida real, notamos a utilização de técnica similar. Sem possuir o dom do personagem em reverter o passado, os executivos alicerçam sua incapacidade de gestão presente pelo erro pretérito.

Um verdadeiro CEO, empresário, gerente, agente de viagens, enfim, não importa escala hierárquica, jamais deveria utilizar tal técnica. Quando me deparo com esta situação eu a denomino por: terceirização da própria incompetência.

Alguns estigmas são termômetros para que você possa avaliar se esta lidando com um profissional competente ou um Evan Treborn. Frases como: Se tivessem feito diferente antes, não teríamos este problema agora! Lamento, mais o erro não foi meu! Infelizmente a empresa estava nas mãos erradas! Estou chegando agora! Faço o que posso! Meus antecessores eram péssimos!". Entre tantas outras expressões que significam o mesmo: "não sei o que fazer".

Você deve se perguntar: O que isso tem a ver com a coluna de turismo e entretenimento? Eu respondo!

Estes setores são compostos por grande parte de profissionais que entram no negocio pelo glamour da profissão. Acreditam que irão: viajar, voar, usufruir hotéis de alto padrão, viverá em ambientes festivos e de grande status. Na pratica se deparam com a rotina árdua e lhes faltam capacidade e conhecimento, então passam a utilizar as desculpas acima para justificar o injustificável, ganhar tempo e torcer por um milagre.

Eu participei por anos destes players, cujo no mesmo ambiente estávamos com profissionais competentes e engajados e os que não fazem a menor idéia de que turismo e entretenimento não são nem um pouco glamoroso para os empresários e empregados.

Recordo-me claramente quando as metas eram alcançadas, os oportunistas surfavam na onda do trabalho alheio e se alimentavam do cordão umbilical dos seus protetores, porem, quando tudo ia mal, colocavam a culpa no próximo e escondiam-se debaixo da mesa para não serem pegos pelo facão.

No inicio da crise atual, constatei que estas áreas são compostas por 20% de profissionais e 70% de carreiristas, oportunistas e deslumbrados. Qual resultado desta equação? 100% pegos de surpresa pela crise. Para estes muitos que diariamente buscam explicação no passado para justificar presente / futuro, tenho uma noticia "não existe efeito borboleta na vida real". 

rodermil pizzo é jornalista, mestre em hospitalidade, doutorando em comunicação e colunista do dgabc, bandfmbrasil e diáriomineiro.  

Fonte: CLIENT

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