15 de janeiro de 2022 às 11:47

Por que a epidemia de opióides está devastando os EUA?

Por Renan Rugolo Ré, redator SEO do Grupo Braços Abertos
Com o Grupo Braços Abertos você irá entender o porquê os opióides ainda são um problema grave nos EUA e a comparação destes casos com o Brasil.

Crédito:Unsplash Banco de Imagem


Os opioides são princípios ativos psicoativos que produzem efeitos farmacológicos similares aos do ópio, como os opiáceos, por exemplo. Eles agem sobre os receptores e neurotransmissores de modo a aliviar a dor ou inibí-la, provocando uma sensação de bem estar. Infelizmente, se usados regularmente e em exagero, levam uma pessoa ao quadro de dependência.


O abuso dessas substâncias é algo relativamente comum, pois esse tipo de droga encontra-se amplamente disponível no mercado e normalmente é usada por indivíduos que sofreram queimaduras graves, fraturas ou em detrimento de estado pós cirúrgico.


Como são medicamentos analgésicos e sedativos potentes, fazem com que os usuários fiquem sonolentos, quietos e inativos, mas dependendo da dose podem deixar o indivíduo ativo e eufórico. As drogas como a heroína, um derivado do ópio, tem alto percentual de dependência além de ter uma síndrome de abstinência terrível onde há uma caracterização de tremores, confusão mental, espasmos involuntários dos músculos, sudorese e temperatura elevada do corpo.


Assim como o Brasil sofre com a epidemia de cocaína há mais de duas décadas, a droga de escolha dos americanos ao ponto de causar prejuízos são os medicamentos como OxyContin, fentanil e a heroína, ambos derivados do ópio. Substâncias altamente potentes e que transformam a vida do usuário levando-o às ruas ou à morte. A Skid Road, considerada a cracolândia nos EUA, presente em Los Angeles, tem uma população de 17740 e muitos dos dependentes são usuários de heroína e opióides.


O vício em opióides nos EUA está chamando a atenção mundial


Em detrimento de todos os problemas no período pós pandemia e como resultado aumento de violência e tráfico de drogas, os americanos enfrentam outro problema letal, a epidemia de opióides. Potentes analgésicos que servem para eliminar a dor e que levam a pessoa a relaxar e sentir prazer.


Na matéria de Julia Braun para a revista Veja publicada em dezembro, demonstra que os resultados no ano de 2021 não foram satisfatórios para os americanos. Em um ano, em torno de 100.000 pessoas morreram por overdose, algo em torno de 28,6% a mais em comparação com o mesmo período de 2020, superando a quantidade de óbitos relacionados à armas de fogo, acidentes automotivos e influenza.


Dos 50 estados americanos, em torno de 48 tiveram aumento nos óbitos por questões de overdose de opióides e isso tem uma relação direta com o coronavírus e a pandemia. Isolar-se, futuro incerto, crise global e outros problemas econômicos, levaram milhões a ter uma válvula de escape, as drogas.


OxyContin e fentanil


O oxicodona ou OxyContin é um fármaco opióide considerado analgésico potente e semi sintético a morfina. Agonista puro, com afinidade forte pelos receptores dos opióides com 10 vezes maior força de atuação no organismo em comparação com a morfina. Já o fentanil é o opióide mais forte disponível para uso médico em seres humanos em torno de 100 vezes mais potente que a morfina.


Esses dois são os maiores vilões de casos de overdose nos EUA, e um exemplo foi a morte do cantor Prince em 2016 por conta de uma overdose de fentanil. Combinado com a cocaína e metanfetamina pode agravar ainda mais a saúde física e mental do usuário. Esta combinação letal levou Nova York a abrir locais para que as pessoas injetassem doses de maneira controlada e supervisionada.


Epidemia que levou a indústria farmacêutica a ser processada


Com a disseminação cada vez maior dos opióides no país, a indústria farmacêutica tem recebido milhares de processos pela comunidade médica americana. Ao divulgar o OxyContin como um analgésico com baixo teor de dependência, a Purdue Pharma foi à falência e levou seus acionistas e proprietários a pagar 4,5 bilhões de dólares de indenização aos dependentes e familiares que perderam entes por conta da overdose. A Johnson & Johnson e outras fabricantes assinaram acordo de litígio de 26 bilhões para indenizar vítimas.


No Brasil é igual, mas diferente


Voltando à realidade brasileira, diferentemente dos americanos, estamos com uma epidemia de drogas, consumo de álcool e medicamentos tarja preta. Aqui o maior vilão considerado pelos órgãos de saúde é o alcool, seguido pelo crack, cocaína e medicamentos tarja preta.


Os efeitos da pandemia nos EUA podem ter sido devastadores, mas aqui no Brasil foi muito pior. Não somos a mesma potência que os americanos economicamente e, com altas taxas de desemprego, crise econômica, crise política, fome e miséria, muitos se viram sem saída e escolheram as drogas como fuga.


Deste modo, as drogas servem de apoio, mesmo sendo um falso paliativo já que causam muito mais problemas do que solução. Deste modo, pessoas que perderam muito com a pandemia, infelizmente ou escolheram se afundar em drogas ou entrar para o crime organizado como forma de obter renda.


A dependência química não é uma vergonha se você escolher se tratar


Fazer escolhas erradas ao ponto de se tornar dependente infelizmente é comum e pode ser uma realidade enfrentada por muitos. Contudo, escolher mudar de vida é um desafio quando se convive com uma doença, deste modo, recorrer ao tratamento é devidamente importante quando outros métodos de reabilitação foram ineficazes.


Grupo Braços Abertos recuperando pacientes adictos


Por mais que existam diversos tipos de problemas no país, ainda temos um sistema de saúde que fornece apoio para estes pacientes. Além do mais, temos os CAPS que ajudam no fortalecimento da saúde mental desses pacientes e de pessoas que possuem outras comorbidades.


Em paralelo, no sistema privado, contam-se com uma infinidade de clínicas de recuperação que apoiam o tratamento de pacientes dependentes químicos e que promovem reintegração do mesmo com a família e o ambiente. Deste modo é possível tratar a dependência química como um todo e preparar o indivíduo para uma nova etapa de vida, sem a droga. Entre em contato com o Grupo Braços Abertos e promova tratamento para quem realmente precisa.


Fonte: Veja e MsdManuals

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