17 de janeiro de 2022 às 11:53

Turismo ou turista irresponsável?

Turismo novamente sofrendo impactos negativos. 

Crédito:http://www.bing.com/images

O Brasil e o mundo se assustaram com o desprendimento da parede rochosa que lamentavelmente levou a óbito dez pessoas em férias e lazer na cidade de Capitólio MG.

Diante da tragédia e solidário com as famílias e a região, nenhum veiculo de imprensa tratou do assunto pelo lado B.

Eu não irei me refutar, ainda que respeite todos os envolvidos no acidente fatal, me vejo na obrigação de registrar que o turismo tem demonstrado desorganização e amadorismo em vários pontos turísticos, e não estamos falando somente do Brasil e sim do mundo todo.

Somando a isso, temos praticamente, dois anos sem atividades pela pandemia e o retorno da movimentação de passageiros esta ainda mais preocupante, a necessidade imediatista de fazer caixa gerará certamente quebra de protocolos.

Uma imagem que também rodou o Brasil esta semana, de um cinto de segurança da montanha russa do Hopi Hari, solto na mão do turista, que por sorte, e em tempo, lograram frear o carrinho e retirar todos sem acidentes também demonstra o grave problema.

O turista e o turismo devem igualmente checar, avaliar e analisar antes de se aventurar.

No caso de Capitólio, as imagens veiculadas pela grande imprensa fazem um recorte único da queda do paredão, todavia, outras imagens que circulam na internet, deixam claro que ninguém estava com coletes salva vidas, para quem não sabe, é obrigatório para qualquer deslocamento em veículos marítimos em todo o percurso, mesmo quando fundiado ou aportado. 

Considerando ainda, que estes passeios, sempre são regados a bebida alcoólica e nestas circunstancias a vulnerabilidade e o senso critico humano ficam reduzidos, o risco se potencializa.

Sabido é que as investigações finais apontarão para a empresa proprietária da lancha com minimização pelo fator natural e imprevisível da cabeça d água e fim.

Com meus anos no turismo sendo empresário e guio, eu participei de centenas de passeios de escuna, lanchas, barcos e outros veículos marítimos e posso garantir, nunca notei as regras de segurança ser aplicadas, não porque os responsáveis pelas embarcações não o possuíam ou não orientavam os embarcados, e sim, porque os turistas se recusavam a cumpri-las.

Agora piorou muito, pois em tempos de selfie, como fazer uma bela foto de colete salva vidas?

Estes empregados da linha de frente que se sustentam desta atividade, vivem sobre a pressão de agradar o turista e cumprir normas. Sempre o lado mais fraco perde.

Lamentável a tragédia, lamentável as mortes, lamentável a falta de bom senso de tudo e todos quando o assunto é: SEGURANÇA.    

Rodermil Pizzo, jornalista, mestre em hospitalidade, doutorando em comunicação, colunista do DGABC, BandfmBrasil e Diário Mineiro

Fonte: CLIENT

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