13 de janeiro de 2022 às 12:39

Vacina que protege a pessoa dos efeitos da cocaína, isso é real?

Por Renan Rugolo Ré, redator SEO do Grupo Braços Abertos
Pesquisadores da UFMG estão desenvolvendo uma vacina que inibe os efeitos da cocaína em gestantes, você sabia disso?

Crédito:Unsplash Banco de Imagem


Para se ter uma gestação sadia é imprescindível que seja realizada a prática do pré natal. Alimentar-se bem com uma refeição saudável, evitar tomar alguns tipos de remédios, evitar cafeína e parar de fumar e beber é extremamente importante para uma gestação saudável e para a saúde do feto. Mas e as pessoas que são dependentes de cocaína, será que todas conseguem parar de usar ao engravidar?


Usar cocaína faz mal para a saúde física e mental do usuário, mas tem efeitos devastadores para as gestantes e seus bebês. Como é uma substância que reduz o fluxo sanguíneo da placenta e diminui a passagem de nutrientes para o feto, as consequências para o bebê podem ser vitalícias.


Isso pode aumentar consideravelmente os riscos de pré-eclâmpsia além de aborto instantâneo e parto prematuro. Infelizmente, algumas crianças podem nascer com má formação dos membros, nascer abaixo do peso e com abstinência da droga logo após o parto.


Ao mesmo tempo, pessoas que fazem o uso da droga com regularidade e são consideradas dependentes, podem transferir geneticamente a dependência para a criança. Incluindo que, ao longo da vida, esse indivíduo possa ser um dependente químico em algum momento.


Universidade de Minas Gerais e uma vacina para cocaína


Na matéria da CNN de Lucas Rocha, pesquisadores da UFMG estão cada vez mais próximos de descobrir uma vacina que minimize os efeitos da cocaína no organismo de gestantes e bebês. Boa parte das etapas que são necessárias para que a vacina tenha eficácia comprovada como em ensaios pré-clínicos, já foi realizada.


O grande feitio foi que em camundongos vacinados o impacto da droga foi amenizado. O suposto nome da vacina, a GNE-KLH, irá minimizar e inibir os efeitos da droga no cérebro do indivíduo durante a gestação ou amamentação, já que produz anticorpos IgG que impedem a passagem da droga para o cérebro da mãe e para o feto via placenta.


Como foram realizados os testes para chegar nos resultados?


Até o resultado final, os pesquisadores da universidade realizaram experimentos que comparavam a indução de alguns anticorpos pelo uso da substância psicoativa (cocaína) e pela aplicação do princípio ativo GNE-KLH em forma de vacina. Dentre os 26 animais que participaram do teste, onde 13 receberam a vacina, esta foi capaz de estimular a produção dos anticorpos em quantidades significativas.


As fêmeas de camundongos que foram vacinadas no período de gestação apresentaram ganho de peso e um número maior de filhotes. Estes, nasceram maiores e tiveram um crescimento relativamente maior após a amamentação. O leite das mamães camundongo também continham os anticorpos IgG anti cocaína que foram transferidos para seus filhotes.


"Os animais apresentaram baixos impactos de locomoção e de desinibição causados pela cocaína, o que indica que a proteção dos anticorpos da mãe pode ser estendida aos filhotes" (CNN Brasil; matéria de Lucas Rocha)


Se a vacina realmente tiver comprovação clínica e eficácia em humanos, será extremamente vantajosa a sua aplicação, evitando que mães usuárias tenham bebês com má formação e síndrome de abstinência da cocaína. Esse projeto está em desenvolvimento desde 2013 e está a um passo de ser lançado. 


Tratamento para cocaína em pacientes mulheres


Enquanto não há uma vacina para a cocaína, é interessante que mulheres que estão grávidas e não conseguem evitar o uso, realizem um tratamento emergencial que distancie a mãe da substância. Com o tratamento medicamentoso é possível amenizar o quadro de fissura, contudo, a melhor maneira de trabalhar essa questão é realizar a internação em uma unidade de tratamento por pelo menos 60 dias após a descoberta da gestação e passar com um médico com recorrência.


Na unidade a mãe está protegida e não corre risco de ter em mãos a substância psicoativa, ou caso tenha processos crônicos de abstinência, poderá passar diretamente com o psicólogo de plantão. Com assistencialismo 24 horas por dia sete dias por semana, a mãe pode contar com um conjunto de recursos para se reabilitar. 


Unidades Femininas Grupo Braços Abertos



As unidades femininas do Grupo Braços Abertos acolhem pacientes do gênero feminino sem o tratamento misto, ou seja, essas clínicas são apenas para mulheres. Assim, há uma liberdade maior e mais comodidade para a mulher poder ter um foco em sua reabilitação.

Com as oficinas terapêuticas acompanhadas de terapeuta ocupacional, psicólogo, equipe de enfermagem, equipe de assistência social, equipe de monitoria e administrativa, a reabilitação é sucesso. Entre em contato pelo número de telefone (11) 93744-7594 e surpreenda-se.

Fonte: CNN Brasil

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